Espanha · Comunidade Valenciana
Estudar em Valência: universidades, custos e carreiras para estudantes internacionais
Valência é o argumento contra pagar preços de Madrid ou de Barcelona. Tem a terceira maior economia metropolitana de Espanha, uma universidade pública fundada em 1499 e uma politécnica entre as melhores universidades técnicas do país, e aparece sistematicamente no topo dos inquéritos internacionais de qualidade de vida feitos a quem se mudou para lá. As rendas estão cerca de um terço abaixo das de Barcelona, a praia é dentro da cidade, e o governo regional mantém as propinas públicas entre as mais baixas de Espanha. O mercado de trabalho é menor do que o da capital e mais industrial. Eis o que pesar.
Histórias de sucesso
Estudantes que atravessaram a ponte

“Perdi um ano a tentar sozinha. Depois da chamada estratégica sabia exatamente que documentos me faltavam - três meses depois tinha a minha admissão.”Ler a história completa →

“Prepararam tão bem o meu processo de visto que a entrevista durou dez minutos. Até ajudaram os meus pais a entender a conta bloqueada.”Ler a história completa →

“Com o pacote VIP cheguei à Finlândia com o quarto, a conta bancária e até a recolha no aeroporto organizados. Só tive de estudar.”Ler a história completa →
Quanto custa
A mais barata das grandes cidades espanholas para viver, e uma das regiões mais baratas para estudar.
- Propinas públicas na Comunidade Valenciana: cerca de 800 a 1 600 EUR por ano numa licenciatura e 1 300 a 2 500 EUR num mestrado oficial, cobradas por crédito. O governo regional mantém há anos as propinas no mínimo legal ou perto dele, o que torna esta uma das regiões mais baratas da Europa Ocidental para tirar um curso público
- As universidades privadas são outro mercado: os cursos de medicina e medicina dentária em inglês da CEU Cardenal Herrera passam bem dos 10 000 EUR por ano - ainda assim abaixo do equivalente na Irlanda ou no Reino Unido
- Custo de vida: conte com 750 a 1 000 EUR por mês. Um quarto em apartamento partilhado custa 300 a 450 EUR, e o passe mensal de metro e autocarro é uma fração do equivalente no norte da Europa
- Bolsas: apoios da Generalitat Valenciana, MAEC-AECID, Fundación Carolina, Erasmus Mundus e os programas de mérito e de carência de cada universidade
- Obrigatório à parte: a taxa de visto, a taxa do TIE e a cobertura de saúde. O serviço de saúde regional cobre-o depois de registado e matriculado; o visto exige seguro antes de viajar
- A prova de meios para o visto é calculada pelo mesmo indicador nacional IPREM de todo o país, por isso o saldo a apresentar é igual ao de Madrid mesmo que a cidade custe menos
Vida, segurança e cultura
Uma cidade grande que se comporta como pequena - distâncias curtas, preços baixos e um clima que elimina metade da habitual miséria estudantil.
- Língua: o castelhano rege o dia a dia, e o valenciano, uma variedade do catalão, é cooficial e aparece na sinalização, na administração e em parte do ensino. Não precisa dele para estudar, mas as universidades oferecem cursos gratuitos e os locais notam o esforço
- Uma das grandes cidades mais seguras de Espanha, com muito menos criminalidade de rua do que Barcelona e um centro que se mantém animado até tarde
- O Turia - um antigo leito de rio transformado num parque de nove quilómetros que atravessa a cidade - é a razão pela qual Valência se vive de bicicleta, e liga as universidades ao centro e à praia
- Saúde: registe a morada, obtenha o cartão de saúde regional e está dentro de um sistema público bem considerado. O empadronamiento vem primeiro, como em toda a Espanha
- A contrapartida é a escala. Há menos empregos em inglês, menos voos diretos de longo curso e uma comunidade internacional de licenciados menor do que em Madrid ou Barcelona - Valência recompensa quem se compromete a aprender espanhol a sério
Como candidatar-se e a burocracia
O processo espanhol padrão, com uma ronda regional de pré-inscrição para as vagas de licenciatura.
- Licenciatura: quem termina o secundário fora da UE usa a UNEDasiss para converter o certificado numa nota de admissão espanhola, faz os exames PCE onde o curso é concorrido, e candidata-se depois na ronda de pré-inscrição valenciana em junho e julho
- Mestrado: candidatura direta à universidade, sobretudo entre janeiro e junho para entrada em setembro, com licenciatura reconhecida, históricos, CV, carta de motivação e referências
- Domínio da língua: os programas em inglês pedem IELTS 6.0-6.5 ou TOEFL iBT 79-90; os em castelhano pedem B2, normalmente DELE ou SIELE
- Legalize e traduza os documentos no seu país primeiro - apostila ou legalização consular, mais tradução ajuramentada por um traductor jurado
- Depois da aceitação, peça o visto de estudante no consulado espanhol, registe a morada e peça o TIE nos 30 dias seguintes à chegada. As filas de marcação em Valência são mais curtas do que em Madrid ou Barcelona, mais uma pequena vantagem de uma cidade menor
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